sábado, 5 de novembro de 2005

Vou sentir muitas Saudades! Posted by Picasa

Por que?

Questões para reflexão (tópicos que realmente me deixam intrigado):

Quantas vezes a gente precisa sentir uma coisa para saber se ela é real ou não?

Por que a gente fica sem sono depois de um dia inteiro de cansanço e acorda com muito sono depois de dormir muito?

Qual é a melhor posição papai-mamãe ou cavalinho?

Por que quando a gente diz "eu te amo" não causa tanto impacto quando diz "eu não te amo"?

Por que você passa a adorar mais alguma coisa depois que já a perdeu (onde está minha pulseirinha de prata?)?

Por que não tem mansões no Setor das Mansões?

Por que beijo de língua só é nojento na boca dos outros?

Por que o bife do vizinho cheira mais que o nosso?

Qual é a melhor maneira de dar o fora, fingir que nada aconteceu ou dizer com todas as letras?

Onde fica realmente o ponto G?

Por que você enjoa da sua música preferida logo após comprar o CD original?

Qual a diferença entre você e eu e ele/a e você?

Por que aquela música romântica de qualidade e gosto duvidosos é a mais linda quando se
apaixona?

Por que a mulher relaxa e goza e o homem goza e relexa?

Por que a Derci Gonçalves ainda está viva?

Quantos anos a Angelita tem?

Por que as muriçocas atacam de noite e os mosquitos da dengue de dia?

Qual é a daquele chato que aparece quando você está muito feliz?

Por que você não gosta da pessoa certa e gosta da errada?

Por que às vezes uma tempestade traz felicidade e a calmaria traz tristeza?

Qual a diferença entre fúcsia (é assim que escreve?), rosa choque e violeta?

Por que a caixa preta é laranja?

Por que o William Bonner não senta à direita do vídeo?

Como é que a gente perde a vontade de comer, depois de sentir fome por muito tempo?

Por que a gente sempre entra na fila mais lenta?

Por que queremos trabalhar quando estamos de férias e queremos férias quando estamos
trabalhando?

Qual é a razão para termos tanta vergonha de falhar, mesmo que ninguém vá ficar sabendo?

Por que a sua escolha óbvia não e a escolha óbvia do outro?

Porque a gente escreve em blog o que não se atreveria dizer em público?

Por que eu sou assim?


* * *

O Beijo

O que eu disse? Júnior e Zeca não se beijariam. O Brasil ainda é muito retrógrado. Mais uma vez, a Globo fez todo mundo de bobo. O que mais me deixa assustado é que tenho certeza que houve censura. Deu para ver que a cena foi realmente gravada, mas no final acabou de fora da edição. Ruim para os atores, que mesmo com todo profissionalismo do mundo, tiveram que beijar alguém do mesmo sexo sem gostar disso (ou não!) e nem ter o retorno profissinal disso. Finalzinho de novela mais chôcho.


* * *

Às vezes, Celine sabe muito bem o que dizer:

I’ll be waiting for you
Here inside my heart
I’m the one who wants to love you more
You will see I can give you
Everything you need
Let me be the one to love you more


(To love you more, David Foster e Junior Miles)

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Igual eu

Hoje farei uma coisa diferente. Em vez de um texto meu, vou publicar fragmentos de textos do escritor Mark Twain, destacados pela Veja desta semana. Achei o humor dele bem parecido com o meu. Este será o próximo livro que lerei.

O riso do cotidiano

" Suponho que os estrangeiros não apreciam nossa comida mais do que nós a deles. Não é de estranhar, pois o paladar se forma, não se nasce com ele. Posso elogiar o meu cardápio até não agüentar mais, porém o escocês balançaria a cabeça e perguntaria: – Cadê a lingüiça de sangue de porco? – E os nativos das Ilhas Fiji perguntariam: – Cadê o missionário?"
Do livro Um Mendigo no Estrangeiro, de 1880

"RECOMPENSA DE DUZENTOS E CINCO DÓLARES: No grande jogo de beisebol realizado na terça-feira, enquanto eu me ocupava em dar vivas, um menino pegou um GUARDA-CHUVA inglês, de seda marrom, de minha propriedade, e esqueceu de devolvê-lo. Gratificarei com cinco dólares quem entregar o guarda-chuva na minha residência, na Avenida Farmington. Não quero o menino (em nenhum estado ativo), mas pagarei duzentos dólares pelos restos dele."
Nota no jornal Hartford Courant, em 1875

"Respeitem seus superiores, se os tiverem. Respeitem também os estranhos e, às vezes, os outros. Se uma pessoa lhe ofender e você ficar em dúvida se foi proposital ou não, não tome atitudes radicais, basta esperar uma oportunidade e acertar um tijolo nele. Isso basta. Se descobrir que a pessoa não tinha intenção de ofender, seja sincero e confesse que agiu errado ao atingi-lo com o tijolo; reconheça isso como homem e diga que foi sem querer. Sim, evite sempre a violência, estamos em tempo de caridade e gentileza, tais coisas já não têm mais lugar. Deixem o uso da dinamite para os seres inferiores e grosseiros."
Discurso de 1882 num clube de jovens
fonte: Veja 26/10/2005

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Vontade de ter vontade

Ah, preguiça! Por que me persegue? Por que insiste em ser tão presente em minha vida? E o pior é que estamos no fim do ano. A presença dela é quase obrigatória na minha vida neste período do ano. Mas não é comum essa persistência. Acho que ela ficou com mais vontade de ficar do meu lado, depois que o senhor TCC chegou e alguns acontecimentos mudaram meu jeito de encarar as obrigações... Me deixa, me larga!

Como eu quero uma mudança de vida. Não precisava nem ser radical. Talvez algum elemento novo que me desse forças para ficar empolgado. Se bem que... Mas, enfim. As coisas correm demais. "O tempo ruge e a Sapucaí é grande", como diria o filósofo da TV. Não há tempo para fazer o que é para ser feito. E menos para dizer o que é preciso ser dito... Mas, enfim.

Só tenho que terminar todas as obrigações do ano: curso (pelo amor de Deus, esse já devia ter acabado), TCC (divertido mas cansativo) e estágio (esse eu queria só prologar). Aí férias. Que sabe com elas eu não consigo organizar minha cabecinha e colocar tudo em ordem na minha vida. Algumas coisas já poderiam estar muito mais que resolvidas, mas como diz o Sartorato, não podemos ter tudo o que queremos... Mas, enfim.

Quando eu chegar neste fim de ano acho que vou estar só a capa do Batman ou o pó da bolacha. Fato é que entrarei, com uma grande probabilidade, em uma crise existencial. Talvez a maior de minha vida. Vai ser daqueles fins de ano de mudanças bruscas, que me deixam assustado. Talvez, quem sabe, até lá não resolverei questões que medeixarão muito feliz... Ou não... Mas, enfim. Para quem está com preguiça, escrevi até demais.

Adendo - Foi emociante! Pela primeira vez vi um jornalista no momento em que recebe a notícia de que foi premiado, nacionalmente. A Deire Assis, repórter de Cidades, ganhou o prêmio principal do Denatran. Muito legal ver uma redação inteira feliz por uma colega. Parabéns, Deire.

sábado, 1 de outubro de 2005

Chorei

Ontem, eu chorei. Chorei pelas injustiças que cometi, pelas palavras erradas que disse e pelas certas silenciadas. Pelos momentos de dor, pela falta dos que amei, pela falta dos que amo. Chorei pela criança que me pediu dinheiro no sinal, pela senhora que dorme na rua embalada em sacos plásticos nas noites frias e pelas vidas que ficaram jogadas lá fora. Pela minha omissão, pela minha covardia e a falta de compaixão. Chorei quando lembrei dos dias de sol que não aproveitei, por todo pôr do Sol perdido e pelas noites de Lua em que eu estava nublado. Pelos momentos bonitos que deixei de viver com mais intensidade com meu pai, pelas palavras duras que já dirigi para minha mãe, pelas brigas com meus irmãos, pelas muitas ausências com meus avós, pela amizade que não pude ter com primos e a simpatia que não desenvolvi por alguns parentes. Pelos erros com os amigos. Chorei pelas vezes que nunca me defendi como devia, por me deixar ser humilhado, por humilhar. Pela soberba, vaidade, empáfia e pelo orgulho. Pelas vezes que ouvi aquela música e não escutei, que li aquele texto e não o senti. Pelo melodrama e a canção melosa que esnobei. Chorei pelos momentos sexuais reprimidos, pelos sussurros que não existiram. Pelo medo de ser mal interpretado. Chorei pelas vezes que não prestei a devida atenção, que soneguei ajuda quando precisaram. Pelos momentos de inveja. Pela falta de paciência e educação, pelas vezes que ignorei de propósito e sem querer. Pelas vezes em que gritei. Por destruir sentimentos.

Chorei pelas lágrimas que nunca verti. Pelas declarações que nunca fiz, pelos equívocos que provoquei, pelas ilusões que permiti em mim e nos outros. Por permitir que entendam tudo errado.

Desculpem pelo desabafo. Ele simplesmente escorreu.

sábado, 6 de agosto de 2005

Correndo atrás

Tinha que correr... Nossa, há quanto tempo não fazia isso. Mas era preciso. Um....... Dois....... Um..... Dois..... Um... Dois... Um. Dois. Suas pernas roliças redescobriam os músculos há muito adormecidos. Tinha que alcançar. Mas como, se a respiração já começava ficar ofegante? O fôlego já faltava. A vontade de abrir a boca para sorver mais ar era irreprimível. A roupa parecia uma armadura pesada. O vento, que não estava a seu favor, colocava mais peso ao fardo. Quanto tempo era preciso permanecer naquela situação? Os segundos já não eram mais frações de tempo. Eram horas completas. Dias. Um. Dois. Um. Dois. “Tenho que conseguir”. A necessidade era maior que o desejo de desistir. “Eu chego. Sei que chego”.Aquela sensação... Um misto de gostoso desafio e pesada provação. Vai ter que dar. O esquema é colocar na cabeça que chegará. Tudo vai dar certo no final. Será que haverá um fim? “Eu consigo?” Não tem jeito, a única maneira de acabar com aquilo era chegar no final. Se não... Não, não podia nem pensar. Aliás, pensar em outras coisas não era proveitoso no momento. Energia e concentração jogadas fora. Não era um luxo que poderia ter. Um. Dois. Um. Dois. Há quanto tempo já estava naquela situação? Ai, o coração. Apertado e quase saindo pela boca. “Ar. Pre... ci... so de ar”. As pernas, em um movimento meio anestesiado, continuavam com esforço. “Está quase. Será que dou conta?” A dor já era insuportável. Mas estava quase lá. Um. Dois. Um... Dois... Um..... Dois..... Um....... Dois....... Restava uma só coisa a dizer: “Não acredito!”.