domingo, 9 de abril de 2006

Que vocês estivessem aqui...

Hoje não estou legal. Queria escrever, mas não consigo. Passei boa parte da madrugada pensando nas separações que aconteceram na minha vida e só consigo chorar. Músicas dizem muito de nós. Essa pode dizer algumas coisas do agora:


Wish You Were Here
Pink Floyd


So, so you think you can tell
Então, então você acha que consegue distinguir
Heaven from Hell,
O céu do inferno,
Blue skies from pain.
Céus azuis da dor.
Can you tell a green field
Você consegue distinguir um campo verde
From a cold steel rail?
De um frio trilho de aço?
A smile from a veil?
Um sorriso de um véu?
Do you think you can tell?
Você acha que consegue distinguir?
And did they get you to trade
Fizeram você negociar
Your heros for ghosts?
Seus heróis por fantasmas?
Hot ashes for trees?
Cinzas quentes por árvores?
Hot air for a cool breeze?
Ar quente por uma brisa fria?
Cold comfort for change?
Conforto frio por mudança?
And did you exchange
Você trocou
A walk on part in the war
Um passeio por um papel na guerra
For a lead role in a cage?
Por um papel principal numa jaula?

How I wish, how I wish you were here.
Como eu queria, como eu queria que você estivesse aqui
We're just two lost souls Swimming in a fish bowl,
Somos apenas duas almas perdidas nadando num aquário,
Year after year,
Ano após ano,
Running over the same old ground.
Correndo sobre este mesmo velho chão.
What have we found?
O que encontramos?
The same old fears.
Os mesmos velhos medos.
Wish you were here.
Queria que você estivesse aqui.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Só pra você

How wonderful life is, now you're in the world

Your Song

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Está resolvido o problema da postagem de comentários.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Segredo de um bom filme

Quarta-feira fui sentir um pouquinho do que é ser imprensa, ao assistir antes da estréia o filme O Segredo de Brokeback Mountain (se bem que tinha tanta farofada que nem teve graça). Todos sabem que nunca fui piegas a ponto de chorar, achando que este ou aquele filme era o mais lindo do mundo. Filme para mim tem que tocar por contar uma boa história, seja ela qual for, independente de ter romance ou não. Cansado de ver filmes típicos de água com açúcar, bem ao estilo de Titanic, toda vez que leio nas sinopses a classificação “romance” sinto calafrios. Nem o fato de amenizarem meu preconceito (essa é, na verdade, a palavra) colocando a classificação “drama” é o suficiente. Só de ver a mocinha apoiada no ombro do herói, já fico impaciente com o deve vir pela frente. Não por menos que isso, é que a terminar de assistir a Brokeback Mountain estava bem admirado comigo mesmo: acabara de adorar um romance. Para quem ainda não conhece o enredo do filme, ele conta a história de duas décadas de um amor mal resolvido entre dois caubóis. Isso mesmo: dois – ambos do mesmo sexo de Adão. O habitual em uma situação destas é que as pessoas tenham estranheza (não raras vezes eu já tinha ficado enojado com cenas homossexuais na teve e no cinema), desenvolvendo um sentimento de repulsa. Para minha surpresa, além de não ficar chocado com o filme (acreditem, os menos acostumados têm razão para isso), torci pelo casal, que na trama não consegue assumir de vez sua condição, constituindo, inclusive, cada um, uma vida “oficial” com mulher e filhos. A ótima atuação, a sensível direção e o inteligente desfecho são alguns dos responsáveis pelo meu conceito ótimo para o filme. Tenho certeza que cabecinhas, digamos, mais fechadas chegarão à mesma reação de um casalzinho que se sentou próximo de mim: “esse filme não presta; é uma pouca vergonha”. Para estes, porém, deixo a reflexão: em cinema não importa o que você conta, mas como o faz. Disso podemos tirar uma bela conclusão – amor (não só o sexual) de verdade resiste a tudo: distâncias, diferenças (ou igualdades) e convenções. Que todos que amo lembrem disso. Brokeback Mountain, para mim, já ganhou o Oscar de Melhor Filme e é forte candidato ao melhor de 2006 da minha lista. Eu recomendo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006


Bom dia, dia! Posted by Picasa

Peripécias de um recém adulto – Parte 1

Era cedo. Ele já estava acostumado a acordar cedo, mas não tanto. O problema era que daquela vez era preciso. A vassoura da vizinha ainda não fazia o barulho familiar. O raspar das folhas secas do buriti no cimento grosso da calçada o fazia lembrar da infância. Tempos bons aqueles – de manhã a mãe lhe preparava um copo quente de leite e em seguida ia para a porta limpar a calçada das folhas secas caídas durante a noite. A única preocupação era qual seria a primeira brincadeira do dia. Mas agora era diferente. A preocupação era qual problema resolver primeiro. Tempos incertos vinham pela frente e o fôlego teria que ser grande. Quantas vezes ele repetiria aquele ritual? Que caminho seria necessário para conseguir o queria? Deu uma profunda inspirada e sentiu o ar fresco da madrugada ainda presente. Alguns pássaros mais precavidos já cantavam, sinalizando a procura pela primeira refeição do dia. Isso. Aquilo tudo que fazia era por precaução. Como dizia a avó, "Deus ajuda que cedo madruga". Bem, assim esperava. Tinha um longo dia pela frente...

CONTINUA