sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Também tenho TPM

Nunca perdoei (nem vou perdoar) qualquer mulher que usa a TPM (significa tensão pré-menstrual, para quem não sabe) como desculpa. Mas as compreendo em sua dor. Não por cair no papo furado de algumas (eu tenho certeza que a maioria mente), mas por solidariedade e por saber o que sentem as verdadeiras atingidas.

Digo isso, porque também tenho TPM. Obviamente não é por causas hormonais, porque não menstruo e minha taxa de progesterona, o hormônio feminino, é tão grande quanto Nelson Ned (esse cara já morreu?!).

As entendo, por questões transcendentais. Nos últimos dias, diversas circunstâncias me fizeram ficar em tal estado de irritação e impaciência que estava a ponto de matar alguém. Faz parte da minha natureza, mas às vezes fica tão forte que até eu mesmo me assusto.

Chego a ser agressivo sem ver e perco as estribeiras por pouco, apesar de não deixar transparecer na maior parte das vezes, porque sei me controlar. Em certas ocasiões, porém, fico no quase.

No trânsito, por exemplo, várias vezes já fiquei com vontade de jogar o carro em cima daqueles idiotas que não sabem te respeitar. Fico só na vontade, claro, porque sei quanto custa consertar um carro.

Por isso, se você é alguém do meu circulo de convivência e eu estiver impossível, lembre-se disso: estou de TPM – e não estou inventando.

domingo, 19 de outubro de 2008

Como antes

Ando lendo mais pelos últimos dias.
Volto para a academia nesta semana.
Estou organizando bem minha vida financeira.
Realizei a vontade de conhecer gente nova esta semana.
Fiz uma matéria que me deixou feliz.
Esta semana acho que não vou estourar meu tempo no trabalho.
É, as coisas vão bem.
Que assim continue.

domingo, 12 de outubro de 2008

Como de bungee jump

Resumo de dois fatos da semana. Voltei, mas depois não voltei. Ainda estou politicando. Erika, eu e Eduardo Sartorato também reencontramos a Juliana Nepomuceno, que estava para ter o sexto filho na estadia de quase três anos na Nova Zelândia e na Austrália (piada interna, rs). Vendo as fotos dela, uma deu um frio na barriga: a que ela estava lá em baixo depois da queda de zilhares de metros do bungee jump (quem vai lá e não pula perde muito). Deu medo e uma vontade doida de pular! Acho que estou assim: precisando arriscar puladas para mais adrenalina boa no sangue e menos cortisol, hormônio do estresse.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Nasci no ano em que mais nasceu gente

1984. Nasci no ano em que a curva de todas as estatísticas populacionais chegou ao cume. Foi o ano em que mais nasceram bebês no Brasil – depois disso veio a derrocada da linha que mede nascimentos, começando a traçar o perfil de um País mais moderno (risos), enxuto, de famílias menores.

Eu, porém, não consigo parar de pensar que vou ter de conviver com esse fato a vida toda. Serei da turma que, pela lógica, em questões numéricas absolutas, vai ter enfrentado ao maior concorrência no vestibular (se a oferta de vagas não acompanhou a demanda).

Serei também da turma que terá menos espaço no trânsito abarrotado das ruas das grandes cidades. Serei mais anônimo ainda, já que tem mais gente querendo aparecer. Enfrentarei as maiores concorrências nas filas de bancos, cinemas, lojas, supermercados voltadas ao meu perfil – seja em que idade estiver.

E, talvez, o pior de tudo: se a Previdência Social não quebrar e ainda existir – terei a aposentadoria mais micha da história, proporcionalmente. A lógica idiota da seguridade social brasileira é de que quem trabalha paga a aposentadoria de quem chegou à inatividade.

Quando chegar minha vez, serão mais velhos parados do que jovens trabalhando. O cenário fica mais desanimador se levarmos em conta que, por isso, vão jogar a idade mínima de se aposentar às alturas. Imagine ter que trabalhar no mínimo até os 85 anos para se aposentar? Não foi à toa que fiz uma previdência privada, que funciona com uma espécie de poupança.

Às vezes fico pensando se há alguma vantagem em ter estar na faixa etária mais grossa da população. Talvez seja pela contaminação de uma visão pessimista nos últimos dias, mas até agora não consegui enxergar nada de bom. Será que alguém aí pode me dar um bom motivo?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O exemplo do Cordel na rede

Muitos se ofenderam. É incrível como encaram coisas como religião. Mas, enfim, faz parte da vida. Alguns, felizmente, aproveitam a situação para raciocinar e fizeram ótimas observações. Para provocar mais e sugerir especialmente a quem não entendeu a crítica construtiva, aqui vai excelente matéria da Gazeta Mercantil, caderno Fim de Semana (1º de agosto), sobre uso inteligente da net. Espero que quem "escreve baboseira", como eu, também goste de ler, como eu: O Cordel Caiu na Rede (quem não é assinante clique aqui).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Você sabe o que é um twitter?

A primeira vez que ouvi o termo twitter - citado por algum ciberfanático que fala como se palavra significasse "mão" - fui pesquisar para saber o que era.

Sempre admirei pessoas que são antenadas com esses negócios da rede mundial e que se envolvem e desvendam as teias da informática.

Mas acho que, por enquanto, as coisas têm limite. Digo porque, primeiro, em nenhum lugar apontado pelo Santo Google, eu consegui uma explicação satisfatória do que seria twitter.

Você aí, antenado, já deve estar pensado : "Mas que topeira!". É isso mesmo. Mas aí fiquei muito surpreso quando descobri que o twitter na verdade serve para nada. Assim como o blog não serviu durante muito tempo (hoje tem até gente que ganha dinheiro com ele).

Se você está do meu lado e não sabe o que é um twitter, explico o que descobri depois: é uma espécie de página pessoal em que você deve ficar, de preferência, conectado o maior tempo possível e com o maior número de pessoas descrevendo o que está fazendo naquele momento.

É bem confuso, mas em resumo quer dizer: serve para coisa nenhuma. Apesar disso, algum dia alguém vai argumentar (com certa razão) que serve para algo. Assim como foi com o controle remoto e assim como foi com o blog, coisas que (pecado dos pecados! Oh, Santo Agostinho não me deixe sem!) são "essenciais".

Eu, claro, não fiz uma conta no twitter e devo demorar. É que sou sem personalidade cibernética mesmo. Só entro nessas ondas quando estou muito peixe fora d'água. Ninguém é de ferro, caro leitor. Mas por enquanto, se é para escrever baboseira para o mundo ler, ainda prefiro fazer isso no meu blog.