segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ranking Filmes Atuais - 1º ao 3º lugar - OS MELHORES


Ensaio Sobre a Cegueira

(Blindness) - Brasil / Canadá / Japão, 2008
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Estúdio/Distrib.: O2 Filmes e 20th Century Fox
Direção: Fernando Meirelles
Elenco: Mark Ruffalo, Julianne Moore, Yusuke Iseya, Alice Braga, Danny Glover, Gael García Bernal

Sinopse: Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que os atingidos passam a ver apenas uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. A única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Comentário: Magnífico. Magistral. O casamento Saramago - Meirelles foi o que de melhor aconteceu ao cinema em 2008. Ensaio Sobre a Cegueira é daqueles filmes que daqui a poucas décadas será lembrado como um dos grandes. Ele é inovador em tudo: da temática poética e figurada, passando pela narrativa genial até a criação de aspectos originais na linguagem cinematográfica. O trabalho do diretor Meirelles e da atriz Juliane Moore já valeriam o filme, mas todo o resto está praticamente perfeito. Trata-de de um filme que não tem medo de dizer a que veio, criticando a crueldade humana, e mesmo assim não deixa de contribuir com o otimismo.



O Escafand
ro e a Borboleta ☼
(Le Scaphandre et le Papillon) - França / EUA, 2007
Gênero: Drama
Duração: 112 min
Estúdio/Distrib.: Pathé Renn, Miramax e Europa Filmes
Direção: Julian Schnabel
Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Niels Arestrup

Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, acorda. Ainda lúcido, sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

Comentário: Sensibilidade à flor da película poder ser uma boa expressão para definir este filme. Ele foi um dos poucos que realmente me emocionaram não pelo melodrama barato, mas pelo contexto e forma de conduzir a narrativa. Conseguir este feito comigo é para raras produções. Atente para as cenas originalíssimas que representam os pensamentos do mundo paralelo criado pelo personagem Bauby. Genial. Destaque para Mathieu Amalric e a criativa câmera subjetiva de Julian Schnabel.



A Banda ☼

(Bikur Ha-tizmoret) - Israel / França / EUA, 2007
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 87 min
Estúdio/Distrib.: Focus Features
Direção: Eran Kolirin
Elenco: Shlomi Avraham, Saleh Bakri, Ronit Elkabetz, Sasson Gabai, Uri Gavriel, Imad Jabarin

Sinopse: Uma pequena banda da polícia egípcia chega a Israel. Eles vieram para tocar na cerimônia de inauguração de um centro cultural árabe. Porém, por causa da burocracia, falta de sorte e outros imprevistos, são esquecidos no aeroporto. A banda tenta se deslocar por conta própria, mas vai parar numa pequena e quase esquecida cidade israelense, em algum lugar no coração do deserto.

Comentário: Este talvez seja o filme estrangeiro de baixíssimo orçamento que mais me surpreendeu. Repare nas nuances de cada cena, nas quais a máxima de que "uma imagem pode valer mais que mil palavras" encontra sua mais pura representação. A história, embora muito simples e singela, é encantadora. Não deixe de conhecê-la.

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2 comentários:

Erika disse...

Uai, pq???????????...rs....A sua escolha me surpreendeu, mas está bem justificada. Talvez mereça mesmo a primeira posição. Beijinhos!

Deire Assis disse...

ensaio sobre a cegueira... magnífico. magistral.