sábado, 1 de outubro de 2005

Chorei

Ontem, eu chorei. Chorei pelas injustiças que cometi, pelas palavras erradas que disse e pelas certas silenciadas. Pelos momentos de dor, pela falta dos que amei, pela falta dos que amo. Chorei pela criança que me pediu dinheiro no sinal, pela senhora que dorme na rua embalada em sacos plásticos nas noites frias e pelas vidas que ficaram jogadas lá fora. Pela minha omissão, pela minha covardia e a falta de compaixão. Chorei quando lembrei dos dias de sol que não aproveitei, por todo pôr do Sol perdido e pelas noites de Lua em que eu estava nublado. Pelos momentos bonitos que deixei de viver com mais intensidade com meu pai, pelas palavras duras que já dirigi para minha mãe, pelas brigas com meus irmãos, pelas muitas ausências com meus avós, pela amizade que não pude ter com primos e a simpatia que não desenvolvi por alguns parentes. Pelos erros com os amigos. Chorei pelas vezes que nunca me defendi como devia, por me deixar ser humilhado, por humilhar. Pela soberba, vaidade, empáfia e pelo orgulho. Pelas vezes que ouvi aquela música e não escutei, que li aquele texto e não o senti. Pelo melodrama e a canção melosa que esnobei. Chorei pelos momentos sexuais reprimidos, pelos sussurros que não existiram. Pelo medo de ser mal interpretado. Chorei pelas vezes que não prestei a devida atenção, que soneguei ajuda quando precisaram. Pelos momentos de inveja. Pela falta de paciência e educação, pelas vezes que ignorei de propósito e sem querer. Pelas vezes em que gritei. Por destruir sentimentos.

Chorei pelas lágrimas que nunca verti. Pelas declarações que nunca fiz, pelos equívocos que provoquei, pelas ilusões que permiti em mim e nos outros. Por permitir que entendam tudo errado.

Desculpem pelo desabafo. Ele simplesmente escorreu.

sábado, 6 de agosto de 2005

Correndo atrás

Tinha que correr... Nossa, há quanto tempo não fazia isso. Mas era preciso. Um....... Dois....... Um..... Dois..... Um... Dois... Um. Dois. Suas pernas roliças redescobriam os músculos há muito adormecidos. Tinha que alcançar. Mas como, se a respiração já começava ficar ofegante? O fôlego já faltava. A vontade de abrir a boca para sorver mais ar era irreprimível. A roupa parecia uma armadura pesada. O vento, que não estava a seu favor, colocava mais peso ao fardo. Quanto tempo era preciso permanecer naquela situação? Os segundos já não eram mais frações de tempo. Eram horas completas. Dias. Um. Dois. Um. Dois. “Tenho que conseguir”. A necessidade era maior que o desejo de desistir. “Eu chego. Sei que chego”.Aquela sensação... Um misto de gostoso desafio e pesada provação. Vai ter que dar. O esquema é colocar na cabeça que chegará. Tudo vai dar certo no final. Será que haverá um fim? “Eu consigo?” Não tem jeito, a única maneira de acabar com aquilo era chegar no final. Se não... Não, não podia nem pensar. Aliás, pensar em outras coisas não era proveitoso no momento. Energia e concentração jogadas fora. Não era um luxo que poderia ter. Um. Dois. Um. Dois. Há quanto tempo já estava naquela situação? Ai, o coração. Apertado e quase saindo pela boca. “Ar. Pre... ci... so de ar”. As pernas, em um movimento meio anestesiado, continuavam com esforço. “Está quase. Será que dou conta?” A dor já era insuportável. Mas estava quase lá. Um. Dois. Um... Dois... Um..... Dois..... Um....... Dois....... Restava uma só coisa a dizer: “Não acredito!”.

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Falta um computador!

Aviso: ainda não atualizei o blog decentemente porque meu computador ainda tá estragado e por enquanto tô sem grana pra arrumar. Abraço a todos.

sábado, 16 de julho de 2005

Rapidinhas – Fontes fidedignas, mas preservadas

De um dos decanos do jornalismo goiano: “Essa palavra – inicializar – não existe. Nunca vi antes. O que esses sistemas operacionais estão fazendo com a língua portuguesa?”. É, a dinâmica da linguagem às vezes soa estranha mesmo.

A brincadeira da vez entre os jornalistas é perguntar quanto de mensalão ele está pagando para conseguir benefícios e fontes. Pena que ninguém da categoria tenha, de verdade, um dinheiro decente nem pra si próprio.

Ganhadores divulgados no 1º Prêmio Samambaia de Jornalismo (PSJ), a dedicação e o esforço por fazer a última edição do jornal deste semestre parece que se esvaiu. Foi impressão minha ou a temporada de caça prêmios havia acabado?

A propósito, antes que comecem a dizer que por aí que sou ressentido enrustido, declaro: Sim, não gostei de não ter sido lembrado. Não, não menosprezo o prêmio.

É incrível como tem vendedor que te acha ingênuo. Há vários dias que venho recebendo ligações de uma funcionária da Tim oferecendo um pacote mais caro do que pago na Vivo, com uma oferta de aparelho celular de graça – deve ser um daqueles que pega fogo no bolso da gente –, e jogando na minha cara que nunca mais terei essa oportunidade. Eu mereço por ser educado demais com esse povo.

Esse negócio de gente querendo te empurrar as coisas goela a baixo é sério. Nesta última sexta feira a Globo anunciava “Herbie – Se meio Fusca falasse”. Simpático desenterrar um clássico tudo a ver com o espírito da Sessão da Tarde. Pois é. Mal abri os Cadernos Dois dos jornais e constatei que no mesmo dia estreava o “Herbie, meu fusca turbinado” ou algo do gênero.

A professora Rakell já divulgou as notas da disciplina de Jornal II. Pelo menos divulgou, diferente de alguns professores que demoram um ano para entregar as notas de um semestre. Mas é ruim que vou ao campus só para ver nota, hein?

Aviso aos motoristas de plantão: a GO-020 está liberada, mas o trecho que vai do Carrefour Sul até a entrada do Autódromo está um perigo: cheia de recortes prontos para estourar qualquer pneu. É a Agetop trabalhando pelo seu conforto!

De aluna vencedora para aluna nem mencionada no 1º PSJ: “Obrigado por ser minha professora de fotografia”. Essa é uma verdade: os mestres são superados.

De outra aluna vencedora no discurso: “Como nós estávamos conversando hoje, nenhum prêmio é completamente justo”. Da professora Rakell, horas antes: “Nada na vida é justo”.

Nada melhor neste momento para relaxar do que curtir retardadamente meus presentes de aniversário (19/02): o livro “A História do Sexo” e a coletânea das número 1 dos “Beatles”. Muito bom.

Estes dias brincaram comigo no fim do meu horário: “Já está hora do estagiário começar a trabalhar no fim de semana”. Respondi prontamente: “É só me ligar”. “Desde que não seja neste”, pensei em seguida. Quero ter a experiência, mas é que tinha que passar este fds em casa em PdR (Pires). Quase dois meses longe é barra.

Pobreza pouca é bobagem. Os presentes de aniversário de que tenho dado em sociedade é uma prova disso.

Buce..., bater o dedinho do pé nos pés de sofás da vida dá uma pu... dor. Compadeço-me dos que me acompanham no desprazer de ter sentido isso. (... = ta).

Coisas estranhas acontecem. Dias desses recebi um convite para participar de uma festa com travecas da Paranaíba. Espero que tenha sido brincadeira.

Certo dia sai para acompanhar um repórter em uma cobertura e o carro do jornal bateu em um motoqueiro. À espera da perícia, do lado de fora do carro, se aproxima uma senhora e diz pra mim: “Ô seu, de quem foi a culpa?”, inquiriu. “Não sei”, não quis me comprometer. “Sabe que eu também sou jornalista?”. (Suspiro) Todo mundo é.

Piadinha - Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E Eva perguntou a Adão:- Adão, tu amas-me?Adão, resmungando:- E eu lá tenho outra escolha?

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Ratificação

Olá leitores. Primeiramente, peço mil desculpas por não atualizar o blog. O problema é que depois que prometi atualizar meu computador pessoal deu pau e não consegui acessar internet, se não do jornal. E daqui não dá pra ficar fazendo muita graça com blog. Mas neste fim de semana estou indo pra Pires (aliás, daqui a meia hora, quando sair da redação) e atualizarei o bendito enfim.

Abraços a todos. Não desistam de me ler.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Novidades!!

Olá queridos blogueiros. Tenho que ser rápido porque estou trabalhando. Em breve: um post rapidinhas especial sobre o Prêmio Samambaia e minhas primeiras semanas aqui no jornal. Abraços a todos.