sábado, 4 de fevereiro de 2006

Segredo de um bom filme

Quarta-feira fui sentir um pouquinho do que é ser imprensa, ao assistir antes da estréia o filme O Segredo de Brokeback Mountain (se bem que tinha tanta farofada que nem teve graça). Todos sabem que nunca fui piegas a ponto de chorar, achando que este ou aquele filme era o mais lindo do mundo. Filme para mim tem que tocar por contar uma boa história, seja ela qual for, independente de ter romance ou não. Cansado de ver filmes típicos de água com açúcar, bem ao estilo de Titanic, toda vez que leio nas sinopses a classificação “romance” sinto calafrios. Nem o fato de amenizarem meu preconceito (essa é, na verdade, a palavra) colocando a classificação “drama” é o suficiente. Só de ver a mocinha apoiada no ombro do herói, já fico impaciente com o deve vir pela frente. Não por menos que isso, é que a terminar de assistir a Brokeback Mountain estava bem admirado comigo mesmo: acabara de adorar um romance. Para quem ainda não conhece o enredo do filme, ele conta a história de duas décadas de um amor mal resolvido entre dois caubóis. Isso mesmo: dois – ambos do mesmo sexo de Adão. O habitual em uma situação destas é que as pessoas tenham estranheza (não raras vezes eu já tinha ficado enojado com cenas homossexuais na teve e no cinema), desenvolvendo um sentimento de repulsa. Para minha surpresa, além de não ficar chocado com o filme (acreditem, os menos acostumados têm razão para isso), torci pelo casal, que na trama não consegue assumir de vez sua condição, constituindo, inclusive, cada um, uma vida “oficial” com mulher e filhos. A ótima atuação, a sensível direção e o inteligente desfecho são alguns dos responsáveis pelo meu conceito ótimo para o filme. Tenho certeza que cabecinhas, digamos, mais fechadas chegarão à mesma reação de um casalzinho que se sentou próximo de mim: “esse filme não presta; é uma pouca vergonha”. Para estes, porém, deixo a reflexão: em cinema não importa o que você conta, mas como o faz. Disso podemos tirar uma bela conclusão – amor (não só o sexual) de verdade resiste a tudo: distâncias, diferenças (ou igualdades) e convenções. Que todos que amo lembrem disso. Brokeback Mountain, para mim, já ganhou o Oscar de Melhor Filme e é forte candidato ao melhor de 2006 da minha lista. Eu recomendo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006


Bom dia, dia! Posted by Picasa

Peripécias de um recém adulto – Parte 1

Era cedo. Ele já estava acostumado a acordar cedo, mas não tanto. O problema era que daquela vez era preciso. A vassoura da vizinha ainda não fazia o barulho familiar. O raspar das folhas secas do buriti no cimento grosso da calçada o fazia lembrar da infância. Tempos bons aqueles – de manhã a mãe lhe preparava um copo quente de leite e em seguida ia para a porta limpar a calçada das folhas secas caídas durante a noite. A única preocupação era qual seria a primeira brincadeira do dia. Mas agora era diferente. A preocupação era qual problema resolver primeiro. Tempos incertos vinham pela frente e o fôlego teria que ser grande. Quantas vezes ele repetiria aquele ritual? Que caminho seria necessário para conseguir o queria? Deu uma profunda inspirada e sentiu o ar fresco da madrugada ainda presente. Alguns pássaros mais precavidos já cantavam, sinalizando a procura pela primeira refeição do dia. Isso. Aquilo tudo que fazia era por precaução. Como dizia a avó, "Deus ajuda que cedo madruga". Bem, assim esperava. Tinha um longo dia pela frente...

CONTINUA

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006


Este ano tudo muda. Posted by Picasa

2006 coisas boas para este ano

Bem, como achei que o post de baixo estava muito desatualizado com tudo que aconteceu comigo desde então decidi dar uma passadinha breve por aqui.

Agora estou muito animado. Tenho uma família muito boa, amizades que não valem somente a pena, mas a galinha inteira, tudo para dar certo no amor e uma carreira profissional brilhante a construir, se tudo der certo (e assim espero). Que neste ano todos que conheço consigam superar a adversidades, saborear as conquistas e saber dar valor às coisas boas e as nem tão boas, mas edificantes. Um brinde ao novo ano!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Closer. Não está perto demais... Já chegou

É engraçado como somos pegos de surpresa com algumas coisas. And so it is... (e então é...). Hoje me dei conta de que meu estágio está realmente no fim. O que mais me chocou é que estava me preparando psicologicamente para terminá-lo no dia 23, mas descobri que meu contrato estava assinado até dia 15, isto é, não posso continuar nem de graça porque os sistemas da empresa bloqueam meus acessos.

And so it is... mais um desempregado na praça. Sei que a maioria dos leitores deste blog estão passando, irão ou já passaram por isso. É um sentimento muito estranho; nem frustante, nem angustiante, mas estranho. Parece que você perde o chão, porque os horizontes profissionais estão todos embaçados, sem firmeza...

Espero que passe logo, com resultados concretos nos planos que traço para o futuro. Mesmo que considere que a vida profissinal seja somente 50% da realização pessoal, neste momento me permito o luxo de concetrar 80% dos esforços nele. Neste momento só consigo pensar nisso.

Bem, and so it is...

(Parafraseando Fellipe Fernandes: Enquanto escrevia, escutava The Blower's Daughter, tema do filme Closer)


The Blowers Daughter
Damien Rice


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time

And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time

And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes of you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to Leave it all behind?

I can't take my mind of you
I can't take my mind of you
I can't take my mind of of you
I can't take my mind of you
I can't take my mind of you I
can't take my mind...
My mind...
my mind...
'Til I find somebody new