sábado, 6 de agosto de 2005

Correndo atrás

Tinha que correr... Nossa, há quanto tempo não fazia isso. Mas era preciso. Um....... Dois....... Um..... Dois..... Um... Dois... Um. Dois. Suas pernas roliças redescobriam os músculos há muito adormecidos. Tinha que alcançar. Mas como, se a respiração já começava ficar ofegante? O fôlego já faltava. A vontade de abrir a boca para sorver mais ar era irreprimível. A roupa parecia uma armadura pesada. O vento, que não estava a seu favor, colocava mais peso ao fardo. Quanto tempo era preciso permanecer naquela situação? Os segundos já não eram mais frações de tempo. Eram horas completas. Dias. Um. Dois. Um. Dois. “Tenho que conseguir”. A necessidade era maior que o desejo de desistir. “Eu chego. Sei que chego”.Aquela sensação... Um misto de gostoso desafio e pesada provação. Vai ter que dar. O esquema é colocar na cabeça que chegará. Tudo vai dar certo no final. Será que haverá um fim? “Eu consigo?” Não tem jeito, a única maneira de acabar com aquilo era chegar no final. Se não... Não, não podia nem pensar. Aliás, pensar em outras coisas não era proveitoso no momento. Energia e concentração jogadas fora. Não era um luxo que poderia ter. Um. Dois. Um. Dois. Há quanto tempo já estava naquela situação? Ai, o coração. Apertado e quase saindo pela boca. “Ar. Pre... ci... so de ar”. As pernas, em um movimento meio anestesiado, continuavam com esforço. “Está quase. Será que dou conta?” A dor já era insuportável. Mas estava quase lá. Um. Dois. Um... Dois... Um..... Dois..... Um....... Dois....... Restava uma só coisa a dizer: “Não acredito!”.

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Falta um computador!

Aviso: ainda não atualizei o blog decentemente porque meu computador ainda tá estragado e por enquanto tô sem grana pra arrumar. Abraço a todos.

sábado, 16 de julho de 2005

Rapidinhas – Fontes fidedignas, mas preservadas

De um dos decanos do jornalismo goiano: “Essa palavra – inicializar – não existe. Nunca vi antes. O que esses sistemas operacionais estão fazendo com a língua portuguesa?”. É, a dinâmica da linguagem às vezes soa estranha mesmo.

A brincadeira da vez entre os jornalistas é perguntar quanto de mensalão ele está pagando para conseguir benefícios e fontes. Pena que ninguém da categoria tenha, de verdade, um dinheiro decente nem pra si próprio.

Ganhadores divulgados no 1º Prêmio Samambaia de Jornalismo (PSJ), a dedicação e o esforço por fazer a última edição do jornal deste semestre parece que se esvaiu. Foi impressão minha ou a temporada de caça prêmios havia acabado?

A propósito, antes que comecem a dizer que por aí que sou ressentido enrustido, declaro: Sim, não gostei de não ter sido lembrado. Não, não menosprezo o prêmio.

É incrível como tem vendedor que te acha ingênuo. Há vários dias que venho recebendo ligações de uma funcionária da Tim oferecendo um pacote mais caro do que pago na Vivo, com uma oferta de aparelho celular de graça – deve ser um daqueles que pega fogo no bolso da gente –, e jogando na minha cara que nunca mais terei essa oportunidade. Eu mereço por ser educado demais com esse povo.

Esse negócio de gente querendo te empurrar as coisas goela a baixo é sério. Nesta última sexta feira a Globo anunciava “Herbie – Se meio Fusca falasse”. Simpático desenterrar um clássico tudo a ver com o espírito da Sessão da Tarde. Pois é. Mal abri os Cadernos Dois dos jornais e constatei que no mesmo dia estreava o “Herbie, meu fusca turbinado” ou algo do gênero.

A professora Rakell já divulgou as notas da disciplina de Jornal II. Pelo menos divulgou, diferente de alguns professores que demoram um ano para entregar as notas de um semestre. Mas é ruim que vou ao campus só para ver nota, hein?

Aviso aos motoristas de plantão: a GO-020 está liberada, mas o trecho que vai do Carrefour Sul até a entrada do Autódromo está um perigo: cheia de recortes prontos para estourar qualquer pneu. É a Agetop trabalhando pelo seu conforto!

De aluna vencedora para aluna nem mencionada no 1º PSJ: “Obrigado por ser minha professora de fotografia”. Essa é uma verdade: os mestres são superados.

De outra aluna vencedora no discurso: “Como nós estávamos conversando hoje, nenhum prêmio é completamente justo”. Da professora Rakell, horas antes: “Nada na vida é justo”.

Nada melhor neste momento para relaxar do que curtir retardadamente meus presentes de aniversário (19/02): o livro “A História do Sexo” e a coletânea das número 1 dos “Beatles”. Muito bom.

Estes dias brincaram comigo no fim do meu horário: “Já está hora do estagiário começar a trabalhar no fim de semana”. Respondi prontamente: “É só me ligar”. “Desde que não seja neste”, pensei em seguida. Quero ter a experiência, mas é que tinha que passar este fds em casa em PdR (Pires). Quase dois meses longe é barra.

Pobreza pouca é bobagem. Os presentes de aniversário de que tenho dado em sociedade é uma prova disso.

Buce..., bater o dedinho do pé nos pés de sofás da vida dá uma pu... dor. Compadeço-me dos que me acompanham no desprazer de ter sentido isso. (... = ta).

Coisas estranhas acontecem. Dias desses recebi um convite para participar de uma festa com travecas da Paranaíba. Espero que tenha sido brincadeira.

Certo dia sai para acompanhar um repórter em uma cobertura e o carro do jornal bateu em um motoqueiro. À espera da perícia, do lado de fora do carro, se aproxima uma senhora e diz pra mim: “Ô seu, de quem foi a culpa?”, inquiriu. “Não sei”, não quis me comprometer. “Sabe que eu também sou jornalista?”. (Suspiro) Todo mundo é.

Piadinha - Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E Eva perguntou a Adão:- Adão, tu amas-me?Adão, resmungando:- E eu lá tenho outra escolha?

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Ratificação

Olá leitores. Primeiramente, peço mil desculpas por não atualizar o blog. O problema é que depois que prometi atualizar meu computador pessoal deu pau e não consegui acessar internet, se não do jornal. E daqui não dá pra ficar fazendo muita graça com blog. Mas neste fim de semana estou indo pra Pires (aliás, daqui a meia hora, quando sair da redação) e atualizarei o bendito enfim.

Abraços a todos. Não desistam de me ler.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Novidades!!

Olá queridos blogueiros. Tenho que ser rápido porque estou trabalhando. Em breve: um post rapidinhas especial sobre o Prêmio Samambaia e minhas primeiras semanas aqui no jornal. Abraços a todos.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Um dia Daqueles!

Puxa vida vejam só como são as coisas. Às vezes tenho a convicção que o verdadeira sentido da vida é realmente estar fazendo planos para o futuro e batalhando por ele e sobretudo se mantendo muito ocupado, para não ficar pensando em besteira. Quando estava sem estágio e não conseguia estudar direito por ficar morgando o dia todo, eu me sentia um caco humano, pra não dizer um lixo. Ia para a facu de manhã e depois só as línguas a noite, com o risco de não ter feito nem a tarefinha, por preguiça. Pois bem. Agora que estou quase me matando para fazer as coisas, não é que meu humor melhorou. Entendam melhor:

Acordei às sete da manhã tomei meu banho habitual, com o sono e preguiça habituais. Fiz o café (o meu leite acabou e estou sem tempo, dinheiro e disposição para ir ao Tatico – para os íntimos, Sucursal do Inferno – para fazer compras), quando a campanhia tocou. Era a Lorena que tinha acabado de chegar para irmos ao Cevam (Centro de Valorização à Mulher), onde tínhamos uma reunião marcada às oito e para onde vamos fazer um plano de comunicação.

Chegando lá, mais de meia hora de chá de cadeira depois, conseguimos colher as informações de que precisávamos. Voltei em casa, porque a Lorena tinha que pegar a moto. Fui para a faculdade que fica no extremo norte da cidade. Como editor-geral do Caderno de Política da 3ª edição do Samambaia, só passei por perrengues: falta de diagramador, de editor, de fotos, de tempo e paciência, tanta de minha parte como de muitos.

O almoço foi à uma da tarde quando deixei a maior redação de Goiânia (o laboratório informatizado da Focam). Em termos humanos ela é maior até que a redação do O Popular. Por volta da uma e meia estava no centro para passar em casa e trocar de roupa, com o Uninho lotado de amiguinhos. Eduardo, Erikita e Hebert se foram e Renato subiu comigo em casa, esperando para ir para o estágio junto.

Papai, mãe e amigos estavam no meu apertamento e mal deu para trocar de roupa e deixar o Renato sem graça de ficar no meio daquele povão (Foi mal cara!). Chegamos no jornal duas e quinze, mas pelo menos meu editor não tinha chegado e acho que o chefe do Renato também não (espero).

Pelas três da tarde estava na Câmara acompanhando uma cobertura da CEI dos 7milhões desviados do INSS na Câmara. Muito blá blá blá e pouca ação, mas acho que vai render matéria boa. Quase sete da noite! cheguei na redação e consegui que meu editor (muito gente boa!), deixasse meu texto para Quinta. Tinha francês às sete.

Sai do extremo sul da cidade para ir ao extremo norte, passando pelo centro de novo para pegar a Irratinha do meu coração (para os não iniciados, Erika) e meus materiais. Atraso básico de 40 minutos, cheguei no Francês onde fiquei perdidinho, depois de duas aulas faltadas. Felizmente já tinha noção da matéria nova.

Nove horas de la noche e lá estava eu no centro de novo. Mas não acaba por aí não. Peguei minha continha da Renner, meu cartãozinho de débito e fui mais a Laisse (a Erikitinha, que deu pra me morder agora) para pagar conta e comprar o presentinho da Lorena e das "ex-chefas" dela.

Sem ter tido tempo para malhar, com um ovomaltine de praxe na barriga, pronto para ir tomar um banho e desmaiar na cama, acabo de chegar em casa, mais pobre e cansado fisicamente. Mas feliz! Vai entender. Como dizem: Cada louco com sua mania.